Marina poderá sim ficar neutra na disputa para tentar manter o foco na sua figura, já focando na eleição de 2014. Neste caso, o PV poderia inclusive apoiar Serra, mesmo ela ficando neutra, o que agradaria o partido e a preservaria. É uma opção e algo me diz que é isso que acontecerá.
Mas por que eu falei só no Serra? Primeiro porque o PV já tem alianças com o PSDB em vários estados, inclusive nos três mais importantes: São Paulo, Minas e Rio. Segundo porque não há clima nenhum para um eventual apoio a Dilma, nem por parte de partido, que tem sido oposição, e muito menos por parte de Marina, que nunca foi respeitada por Dilma enquanto as duas eram ministras.
Na coluna de hoje, Miriam Leitão destaca bem: "Dilma mandou alagar a Mata Atlântica, aumentou a energia fóssil na matriz, ignorou a colega no PAC, iniciou obras controversas e afastou Marina do Plano Amazônia Sustentável". Dilma sempre foi desenvolvimentista, e qualquer coisa que ela venha a dizer ao contrário, com intenção de ganhar o apoio de Marina, soará falso. Tão falso quanto suas suas declarações sobre o aborto, que têm sido uma clara tentativa de agradar o eleitorado conservador. Enfim... não há clima entre elas.
Mas parte da sociedade poderia entender a neutralidade como uma forma de mostrar que Marina estaria preocupada apenas consigo mesma, e que apoiar alguém seria obrigação para ajudar o país. Se essa ideia prevalecer no PV, a única saída será apoiar Serra, contanto que deixe bem claro que é um apoio em troca de programas. Serra deverá se compromoter com o desenvolvimento sustentável do país. Isso não impedirá um futuro ministério para o PV, inclusive para Marina, mas caso esse ministério não venha, o PV não poderá cobrar, porque cairia em contradição.
Mas e se Marina realmente apoiar Serra, ele ganhar, cumprir suas promessas, fizer um bom governo e Marina for sua ministra, isso inviabilizaria sua candidatura em 2014?
Acho que só o tempo dirá...
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