segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Educação não é prioridade, CPMF sim!!!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Carta aberta da ABGLT às candidaturas de Dilma Roussef e José Serra
Prezada Dilma e Prezado Serra,
A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, é uma entidade que congrega 237 organizações da sociedade civil em todos Estados do Brasil. Tem como missão a promoção da cidadania e defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.
Assim sendo, nos dirigimos a ambas as candidaturas à Presidência da República para pedir respeito: respeito à democracia, respeito à cidadania de todos e de todas, respeito à diversidade sexual, respeito à pluralidade cultural e religiosa.
Respeito aos direitos humanos e, principalmente, respeito à laicidade do Estado, à separação entre religião e esfera pública, e à garantia da divisão dos Poderes, de tal modo que o Executivo não interfira no Legislativo ou Judiciário, e vice-versa, conforme estabelece o artigo 2º da Constituição Federal: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”
Nos últimos dias, temos assistido, perplexos, à instrumentalização de sentimentos religiosos e concepções moralistas na disputa eleitoral.
Não é aceitável que o preconceito, o machismo e a homofobia sejam estimulados por discursos de alguns grupos fundamentalistas e ganhem espaço privilegiado em plena campanha presidencial.
O Estado brasileiro é laico. O avanço da democracia brasileira é que tem nos permitido pautar, nos últimos anos, os direitos civis dos homossexuais e combater a homofobia. Também tem nos permitido realizar a promoção da autonomia das mulheres e combater o machismo, entre os demais avanços alcançados. O progresso não pode parar.
Por isso, causa extrema preocupação constatar a tentativa de utilização da fé de milhões de brasileiros e brasileiras para influir no resultado das eleições presidenciais que vivenciamos. Nos últimos dias, ficou clara a inescrupulosa disposição de determinados grupos conservadores da sociedade a disseminar o ódio na política em nome de supostos valores religiosos. Não podemos aceitar esta tentativa de utilização do medo como orientador de nossos processos políticos. Não podemos aceitar que nosso processo eleitoral seja confundido com uma escolha de posicionamentos religiosos de candidatos e eleitores. Não podemos aceitar que estimulem o ódio entre nosso povo.
O que o movimento LGBT e o movimento de mulheres defendem é apenas e tão somente o respeito à democracia, aos direitos civis, à autonomia individual. Queremos ter o direito à igualdade proclamada pela Constituição Federal, queremos ter nossos direitos civis, queremos o reconhecimento dos nossos direitos humanos. Nossa pauta passa, portanto, entre outras questões, pelo imediato reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo e pela criminalização da discriminação e da violência homofóbica.
Cara Dilma e Caro Serra
Por favor, voltem a conduzir o debate para o campo das ideias e do confronto programático, sem ataques pessoais, sem alimentar intrigas e boatos.
Nós da ABGLT sabemos que o núcleo das diferenças entre vocês (e entre PT e PSDB) não está na defesa dos direitos da população LGBT ou na visão de que o aborto é um problema de saúde pública.
Candidato Serra: o senhor, como ministro da saúde, implantou uma política progressista de combate à epidemia do HIV/Aids e normatizou o aborto legal no SUS. Aquele governo federal que o senhor integrou também elaborou os Programas Nacionais de Direitos Humanos I e II, que já contemplavam questões dos direitos humanos das pessoas LGBT. Como prefeito e governador, o senhor criou as Coordenadorias da Diversidade Sexual, esteve na Parada LGBT de São Paulo e apoiou diversas iniciativas em favor da população LGBT.
Candidata Dilma: a senhora ajudou a coordenar o governo que mais fez pela população LGBT, que criou o programa Brasil sem Homofobia, e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com diversas ações. A senhora assinou, junto com o presidente Lula, o decreto de Convocação da I Conferência LGBT do mundo. A senhora já disse, inúmeras vezes, que o aborto é uma questão de saúde pública e não uma questão de polícia.
Portanto, candidatos, não maculem suas biografias e trajetórias. Não neguem seu passado de luta contra o obscurantismo.
A ABGLT acredita na democracia, e num país onde caibam todos seus 190 milhões de habitantes e não apenas a parcela que quer impor suas ideias baseadas numa única visão de mundo. Vivemos num país da diversidade e da pluralidade.
É hora de retomar o debate de propostas para políticas de governo e de Estado, que possam contribuir para o avanço da nação brasileira, incluindo a segurança pública, a educação, a saúde, a cultura, o emprego, a distribuição de renda, a economia, o acesso a políticas públicas para todos e todas!
Eleições 2010, segundo turno, em 15 de outubro de 2010.
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Guerra Santa
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Apoiar ou não apoiar? A questão pode ser outra!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Educação pra quê? A gente somos inútil...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
"Veja" é uma piada, feito o Tiririca
"Senhor Reinaldo,
não suporto o lulismo, embora reconheça alguns pontos positivos. Cada dia que passa, Lula me faz torcer mais contra ele. FHC foi importantíssimo para esse país, embora eu também reconheça pontos negativos em seu governo. Votei em Marina porque creio que ela tem vontade de melhorar a questão mais problemática desse país (que nem Serra nem Dilma falaram muito): a educação. Nesse 2° turno, votarei em Serra, apesar de suas propostas mais populistas que as de Dilma. Mas o propósito de meu comentário é fazer uma pergunta ao senhor. No post "A santinha da floresta oca", o senhor questionou a moral de Marina, porque acredita que ela finge ter uma moral que não tem. Um post escrito na reta final da campanha, justamente quando ela crescia nas pesquisas. Porém os fatos citados no post como a quebra do sigilo e as tais declarações de Marina ocorreram bem antes. Por que não questionou a moral dela antes? E o que mais me assusta é que agora no segundo turno o senhor está preocupado como o Serra deve conquistar Marina. Pra isso ela presta, né? Aí o senhor esquece os defeitos dela e revela os seus.
Vocês da Veja fazem com o PSDB e com o DEM exatamente o que o Lula faz com o PT: fingem que não sabem de nada. Assista ao documentário: "Arquitetos do poder", sobre a relação entre a mídia e as eleições no Brasil. O senhor deve se lembrar da capa sobre o "Caçador de marajás". Deve lembrar também de 2002, quando a Veja fez quatro capas seguidas com os presidenciáveis e acabou com Lula, Garotinho e Ciro (não que eles não merecessem) e depois mostrou um anjinho: Serra. Sou 100% a favor da liberdade de imprensa. Você pode dizer o que quiser. Só não tente me fazer crer que essa revista é séria. Ela é uma piada, feito o Tiririca."
PS: Como a "Veja" é a favor da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, deciciu "democraticamente" não publicar meu comentário.
domingo, 3 de outubro de 2010
Marina: apoiar ou não apoiar? Eis a questão!!!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Desembargador de TO censura imprensa
http://www.youtube.com/watch?v=ppH6vcXyGno&feature=related
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Viva a mais nova ditadura da América do Sul: Brasil!!!
Ao perceber que o candidato do PMDB ao governo de Minas ainda está atrás nas pesquisas, o Senhor Luis Inácio Lula da Silva, segundo Merval Pereira, “disse explicitamente que não será um candidato do DEM ou do PSDB que conseguirá trazer do governo federal petista as melhores verbas para Minas”.
Você não entendeu, né? É... é difícil compreender mesmo. Leia de novo: “não será um candidato do DEM ou do PSDB que conseguirá trazer do governo federal petista as melhores verbas para Minas”
O que este indivíduo está fazendo é chantagem com a população de Minas. Ou as pessoas votam no candidato dele, ou o estado não terá verbas. Isso é uma atitude aética de um presidente que luta com todas as suas forças (legais e ilegais) para transformar o Congresso e os governos estaduais em ovelhinhas que seguirão o pastor Lula, ou sua substituta.
O governo de Lula levou ao extremo algo que sempre existiu no Brasil: a confusão entre o público e o privado. E o escândalo da Casa Civil é prova disso. E não precisa de muita investigação. Basta ver quantos parentes da Dona Erenice tinham participação no governo e em suas estatais, que vão se tornando cada vez mais incompetentes à medida que vão sendo loteadas por políticos, amigos e parentes. O Brasil, na década de 90, pela primeira vez em sua história, conseguiu alcançar resultados expressivos na implantação de um modelo gerencial de administração pública, algo que já havia sido tentado antes, mas sem grande sucesso. E quando o gerencialismo estava em crescimento, o Sr. Lula deu ao Estado brasileiro um presente de grego: o patrimonialismo voltou ao auge. Essa prática parecia estar sendo reduzida, mas o PT deu toda a força para que voltemos a um Estado que parece o do início do século XX.
E para completar o show lulista, o ataque fervoroso à imprensa serve para inverter a realidade dos fatos: no mundo de Lula, o problema não é o crime, mas sim mostrar o crime. Porque se imprensa não divulgasse, não haveria crime, já que ninguém saberia de nada. A mais nova bravata é que a imprensa atua como partido político e não aceita ver um operário ter sucesso. Lula é a versão tropicalizada de Luís XIV. É o Rei Sol tupiniquim, que braveja: "Nós somos a opinião pública". Nós quem? Lula e o PT?
Pois bem... O que Lula e o PT esquecem é que imprensa já mostrou muitas coisas contra seus adversários também, como:
- No primeiro governo de FH, uma reportagem do GLOBO derrubou o então presidente dos Correios ao revelar um contrato irregular com o Sebrae;
- A Folha de São Paulo revelou histórias de compra de votos de deputados federais a favor da emenda que permitiu a reeleição de FH;
- O GLOBO mostrou que o esquema do mensalão foi acionado pelo PSDB mineiro;
- E não dá pra esquecer as imagens de corrupção do DEM de Brasília no Governo Arruda.
Mas quando a imprensa mostra corrupção do PT, Lula vem dizer que é golpismo. INACREDITÁVEL!!! Golpismo não é a imprensa mostrar os fatos. Esse é o seu dever, assim como opinar sobre a conduta de políticos, baseada em princípios éticos. Esse é o papel da imprensa.
Lula quer repetir Chávez e Kirchner ao tentar restringir o papel da imprensa, porque na cabeça dele, o papel da imprensa é fazer propaganda política do Estado.
Que bom que nós temos uma imprensa atuante.
Que pena que nós temos um presidente que deixou o poder subir à sua cabeça e quer dar um golpe na democracia. A CUT, a UNE e as centrais sindicais não são mais independentes e estão babando o presidente porque ele as financia com dinheiro público e eles se vendem. E essas eleições podem dar ao PT e ao PMDB um Congresso aliado e subordinado. Oposição? Que oposição? O PSDB e o DEM se mostraram incompetentes ao negar FHC, ao tentar não criticar Lula e, na reta final, ao apresentarem propostas populistas, como até 13° para o Bolsa Família. O PV e o PSOL não terão força suficiente num Congresso vendido.
E começa mais uma ditadura na América do Sul: Presidente autoritário, fisiologismo no Estado, patrimonialismo, Congresso subordinado e imprensa controlada. Precisa de mais alguma coisa?
domingo, 19 de setembro de 2010
Quando a vítima é o culpado
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
O Bem e o Mal existem?
Nada melhor (ou seria pior?) do que começar um blog que ousa falar de política faltando menos de um mês para as eleições presidenciais. A intenção não é que o blog fique marcado por uma única opinião. Na realidade, a intenção é abordar assuntos política e levantar discussões.
De qualquer forma, quero sim começar falando dos principais candidatos à Presidência da República. Acabo de chegar do cinema e assisti a um filme que não gostei justamente porque simplifica demais as relações pessoais, acreditando que o Bem é o Bem e o Mal é o Mal. Essa simplificação me desagrada porque somos seres complexos.
E isso reflete bem os três principais candidatos.
Veja só:
Dilma acredita ser o Bem e diz que Serra é o Mal. Serra, por sua vez, faz exatamente a mesma coisa: “Eu sou Deus e você é o Demônio”. Aliás, essa história de Deus e Demônio é a coisa mais simplista que o homem poderia inventar. Mas esse não será um blog de religião, e sim de política.
O que PT e PSDB fazem é uma briga burra, que visa apenas ao poder. Se o PSDB é a favor, o PT é contra. E vice-versa. É só lembrar-se da CPMF, da Lei de Responsabilidade Fiscal, do plano Real, etc. E, enquanto eles brigam, PMDB e DEM, os grandes usurpadores deste país, enchem a União com seu fisiologismo gigante.
Quando os defensores de Marina olham pra ela como solução, é justamente porque ela foge desse paradoxo. Ela não demoniza FHC nem Lula. Mas ela reconhece seus lados positivos e negativos. E sabe o que deve ser mantido e o que deve mudar. Marina não é Deus nem Demônio. Ela é, como nó, seres humanos. É boa e ruim. Tem talentos e defeitos.
FHC foi o grande político da década de 90. Lula, o desta década.
Serra ainda está preso aos anos 90, ao Fernando Henrique, aos genéricos.
Dilma ainda está presa (se é que ela tem vida própria) a esta década, ao Lula, ao PAC.
Marina é a única que está pensando no futuro, no desenvolvimento sustentável (não só do meio ambiente, mas da economia também), numa forma nova de fazer política.
Marina pode não ganhar as eleições, mas encheu alguns milhões de brasileiros de esperança em um país sério. O que era utopia já parece mais palpável.
Como ela mesma diz, mesmo que perca, vai perder ganhando. Na realidade, o Brasil está ganhando.