segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Desembargador de TO censura imprensa

O corregedor-geral eleitoral do TRE de Tocantins proibiu que a imprensa (não só a do estado) publique qualquer notícia sobre sobre um escândalo que envolve o governador Gaguim (PMDB).
Isso é censura prévia. Isso é a porta da ditadura.
E quem diria há vinte anos atrás que um diria iríamos ver estudantes protestando contra a imprensa livre e militares protestando a favor da imprensa livre?
As coisas mudam, né?

Falando em mudança, vejam no link abaixo o vídeo que mostra a opinião de Lula sobre bolsas aos pobres em 2000 e em 2009. Ele dizia que era uma moeda de roca em época de eleições.
Incrível como as pessoas mudam...

http://www.youtube.com/watch?v=ppH6vcXyGno&feature=related

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Viva a mais nova ditadura da América do Sul: Brasil!!!

Ao perceber que o candidato do PMDB ao governo de Minas ainda está atrás nas pesquisas, o Senhor Luis Inácio Lula da Silva, segundo Merval Pereira, “disse explicitamente que não será um candidato do DEM ou do PSDB que conseguirá trazer do governo federal petista as melhores verbas para Minas”.

Você não entendeu, né? É... é difícil compreender mesmo. Leia de novo: “não será um candidato do DEM ou do PSDB que conseguirá trazer do governo federal petista as melhores verbas para Minas”

O que este indivíduo está fazendo é chantagem com a população de Minas. Ou as pessoas votam no candidato dele, ou o estado não terá verbas. Isso é uma atitude aética de um presidente que luta com todas as suas forças (legais e ilegais) para transformar o Congresso e os governos estaduais em ovelhinhas que seguirão o pastor Lula, ou sua substituta.

O governo de Lula levou ao extremo algo que sempre existiu no Brasil: a confusão entre o público e o privado. E o escândalo da Casa Civil é prova disso. E não precisa de muita investigação. Basta ver quantos parentes da Dona Erenice tinham participação no governo e em suas estatais, que vão se tornando cada vez mais incompetentes à medida que vão sendo loteadas por políticos, amigos e parentes. O Brasil, na década de 90, pela primeira vez em sua história, conseguiu alcançar resultados expressivos na implantação de um modelo gerencial de administração pública, algo que já havia sido tentado antes, mas sem grande sucesso. E quando o gerencialismo estava em crescimento, o Sr. Lula deu ao Estado brasileiro um presente de grego: o patrimonialismo voltou ao auge. Essa prática parecia estar sendo reduzida, mas o PT deu toda a força para que voltemos a um Estado que parece o do início do século XX.

E para completar o show lulista, o ataque fervoroso à imprensa serve para inverter a realidade dos fatos: no mundo de Lula, o problema não é o crime, mas sim mostrar o crime. Porque se imprensa não divulgasse, não haveria crime, já que ninguém saberia de nada. A mais nova bravata é que a imprensa atua como partido político e não aceita ver um operário ter sucesso. Lula é a versão tropicalizada de Luís XIV. É o Rei Sol tupiniquim, que braveja: "Nós somos a opinião pública". Nós quem? Lula e o PT?

Pois bem... O que Lula e o PT esquecem é que imprensa já mostrou muitas coisas contra seus adversários também, como:

  • No primeiro governo de FH, uma reportagem do GLOBO derrubou o então presidente dos Correios ao revelar um contrato irregular com o Sebrae;
  • A Folha de São Paulo revelou histórias de compra de votos de deputados federais a favor da emenda que permitiu a reeleição de FH;
  • O GLOBO mostrou que o esquema do mensalão foi acionado pelo PSDB mineiro;
  • E não dá pra esquecer as imagens de corrupção do DEM de Brasília no Governo Arruda.

Mas quando a imprensa mostra corrupção do PT, Lula vem dizer que é golpismo. INACREDITÁVEL!!! Golpismo não é a imprensa mostrar os fatos. Esse é o seu dever, assim como opinar sobre a conduta de políticos, baseada em princípios éticos. Esse é o papel da imprensa.

Lula quer repetir Chávez e Kirchner ao tentar restringir o papel da imprensa, porque na cabeça dele, o papel da imprensa é fazer propaganda política do Estado.

Que bom que nós temos uma imprensa atuante.

Que pena que nós temos um presidente que deixou o poder subir à sua cabeça e quer dar um golpe na democracia. A CUT, a UNE e as centrais sindicais não são mais independentes e estão babando o presidente porque ele as financia com dinheiro público e eles se vendem. E essas eleições podem dar ao PT e ao PMDB um Congresso aliado e subordinado. Oposição? Que oposição? O PSDB e o DEM se mostraram incompetentes ao negar FHC, ao tentar não criticar Lula e, na reta final, ao apresentarem propostas populistas, como até 13° para o Bolsa Família. O PV e o PSOL não terão força suficiente num Congresso vendido.

E começa mais uma ditadura na América do Sul: Presidente autoritário, fisiologismo no Estado, patrimonialismo, Congresso subordinado e imprensa controlada. Precisa de mais alguma coisa?

domingo, 19 de setembro de 2010

Quando a vítima é o culpado

Você já viu um atropelado no chão e alguém falando: "Devia estar atravessando sem prestar atenção."
Ou uma criança abusada sexualmente e alguém dizendo: "Mas ela já era bem espertinha. Deve ter provocado"
Ou quando alguém é assaltado de madrugada e os outros argumentam: "Era hora de estar dormindo; e não na farra."
E tantos outros exemplos.
Já parou para pensar como temos a mania de colocar a culpa na vítima.
Pois é...

Mas não vim para falar do caso de quebra de sigilo da filha do Serra.
Vim falar de um caso que teve bem menos repercussão.

Fernando Gabeira colocou em seu horário eleitoral um vídeo que já circulava na internet com Sérgio cabral e Lula em visita ao Morro do Alemão, quando um menino da comunidade vem falar com eles. Cabral chama o menino de otário. Pois é... OTÁRIO Talvez ele pense isso de todos nós, né?
Enfim... O TRE puniu Gabeira por exibir o vídeo e tirou alguns minutos de seu horário eleitoral.
E quanto a Cabral? Continua nos chamando de otário.
Só faltou o TRE punir o menino por ter ido importunar a visita do Super Governador.
Pois é... deveria mesmo ter sido castigado... afinal, é um otário, né?
Porque, nesse país, a vítima é o culpado até que se prove o contrário, o que normalmente não ocorre nunca.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Bem e o Mal existem?

Nada melhor (ou seria pior?) do que começar um blog que ousa falar de política faltando menos de um mês para as eleições presidenciais. A intenção não é que o blog fique marcado por uma única opinião. Na realidade, a intenção é abordar assuntos política e levantar discussões.

De qualquer forma, quero sim começar falando dos principais candidatos à Presidência da República. Acabo de chegar do cinema e assisti a um filme que não gostei justamente porque simplifica demais as relações pessoais, acreditando que o Bem é o Bem e o Mal é o Mal. Essa simplificação me desagrada porque somos seres complexos.

E isso reflete bem os três principais candidatos.

Veja só:

Dilma acredita ser o Bem e diz que Serra é o Mal. Serra, por sua vez, faz exatamente a mesma coisa: “Eu sou Deus e você é o Demônio”. Aliás, essa história de Deus e Demônio é a coisa mais simplista que o homem poderia inventar. Mas esse não será um blog de religião, e sim de política.

O que PT e PSDB fazem é uma briga burra, que visa apenas ao poder. Se o PSDB é a favor, o PT é contra. E vice-versa. É só lembrar-se da CPMF, da Lei de Responsabilidade Fiscal, do plano Real, etc. E, enquanto eles brigam, PMDB e DEM, os grandes usurpadores deste país, enchem a União com seu fisiologismo gigante.

Quando os defensores de Marina olham pra ela como solução, é justamente porque ela foge desse paradoxo. Ela não demoniza FHC nem Lula. Mas ela reconhece seus lados positivos e negativos. E sabe o que deve ser mantido e o que deve mudar. Marina não é Deus nem Demônio. Ela é, como nó, seres humanos. É boa e ruim. Tem talentos e defeitos.

FHC foi o grande político da década de 90. Lula, o desta década.

Serra ainda está preso aos anos 90, ao Fernando Henrique, aos genéricos.

Dilma ainda está presa (se é que ela tem vida própria) a esta década, ao Lula, ao PAC.

Marina é a única que está pensando no futuro, no desenvolvimento sustentável (não só do meio ambiente, mas da economia também), numa forma nova de fazer política.

Marina pode não ganhar as eleições, mas encheu alguns milhões de brasileiros de esperança em um país sério. O que era utopia já parece mais palpável.

Como ela mesma diz, mesmo que perca, vai perder ganhando. Na realidade, o Brasil está ganhando.