Mas e a CPMF, hein?
No debate da Globo, os dois candidatos falaram em redução tributária. Mas o mais engraçado é que quando Serra, na réplica, deu a entender que baixar imposto não é tão fácil assim, Dilma, na tréplica, foi bem enfática ao dizer que iria baixar impostos, como quem quer dizer: "Ele não vai baixar, mas eu vou."
Agora, ela coloca os governadores aliados na tropa de choque para pedirem a CPMF de volta.
Já no ano seguinte ao término da CPMF, a União conseguiu compensar a perda de receita pela falta da CPMF. Além disso, quando esse bendito imposto existia, a União não investia mais em saúde. Ela investia só o mínimo que a Constituição prevê, como faz até hoje. Ela utilizava esse recurso para aumentar o superávit primário.
Mas como explicar isso ao eleitor de Dilma?
Bem, ao morador do Morro do Alemão, que ganhou uma casa no PAC, admito que não dá pra explicar.
Ao funcionário público, que teve seu salário dobrado, ou triplicado, até daria, mas ele não tem ouvidos para isso.
Mas e aos letrados, super letrados e hiper letrados? A Chico Buarque e companhia? Por que eles não conseguem ver o óbvio?
Não tenho respostas...
O que aconteceu com a elite intelectual do país? Ela só existia quando a ditadura era de direita? Quando é de esquerda (ou pseudo-esquerda ou populista-esquerda ou sem terra-cristã-contra o aborto ou seja lá o que for...), todos dizem "amém".